Error System Failure

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A depender da versão de software que se encontrar instalada na impressora Drystar AGFA, este código de erro poderá apresentar-se de algumas formas distintas: Erro de Sistema, Error System Failure, Error Falha do Sistema ou simplesmente como System Failure.

Independente de como venha a aparecer esta mensagem, o seu significado e forma de resolução é o mesmo, porém antes de conhecermos como soluciona-lo, precisamos entender quais são os fatores que o desencadeiam, de forma a evitar que surjam novas ocorrências.

Iniciamos então com os modelos de impressora Drystar que podem ser afetados:
Drystar Axys, Drystar 5300, Drystar 5302, Drystar 5500 e Drystar 5503.

Estes equipamentos contam com um avançado sistema operacional que tem como objetivo gerenciar seus módulos e garantir que estes funcionem de forma planejada – porém como o próprio nome sugere, este defeito Error System Failure nada mais é do que um erro neste sistema.

De forma a facilitar a compreensão sobre o que é um sistema operacional, podemos simplificar dizendo que se trata de uma coleção de programas que inicializam o hardware da impressora, fornece rotinas básicas, gerência, escalonamento e interação de tarefas.

Tão logo o defeito surge no equipamento, este sistema operacional da Drystar AGFA torna-se incapaz de ser carregado, inutilizando todo o conjunto de módulos e ocasionando a parada completa de todas as suas funções, tornando impossível o seu uso e levando a impressora a um “estado de coma”.

Embora muitos defeitos e códigos de erros possam ser solucionados através de um acesso remoto, o Error System Failure impossibilita que seja realizada a conexão com o software da impressora, devendo primeiro ser solucionado para que qualquer atendimento a distância possa ser realizado novamente. Desta forma, enquanto se apresentar no display do equipamento, não será possível opera-lo e tampouco acessa-lo.

O QUE DESENCADEIA O ERROR SYSTEM FAILURE?

Existem diversos fatores que podem levar ao surgimento deste código de erro nas impressoras AGFA, o que torna imprescindível seu diagnostico ser realizado por um especialista ou técnico certificado pela fabricante e que faça uso do sistema serial que o equipamento dispõe. Apenas estes profissionais possuem o conhecimento necessário destes equipamentos de forma a identificar corretamente origem do defeito.

Vale ressaltar que no mercado atualmente a manutenção destas impressoras por profissionais não capacitados e não certificados tem crescido de forma exponencial, o que torna imprescindível buscar sempre por equipe especializada e certificada de forma a garantir que não serão substituídas peças sem necessidade. A partir do atendimento junto a um especialista treinado pela própria fabricante, o Erro de Sistema pode ser facilmente diagnosticado.

Erro no Software

Ocorre quando o software do equipamento apresenta algum problema em sua base de composição durante download e transferência ou no momento em que é montado. Nesse caso basta que um especialista efetue o procedimento de reestruturação do software ou atualização do mesmo para uma versão mais recente.

Todo o processo pode ser realizado por acesso remoto (a distância), sem a necessidade de visita técnica, podendo levar de 10 a 20 minutos quando disponibilizada uma conexão estável de internet.

É recomendado que o processo seja realizado por um especialista certificado pelo fabricante.

Software desatualizado

As atualizações tem como objetivo corrigir bugs e otimizar os equipamentos de forma a melhorar o seu desempenho. Desta forma, as impressoras Drystar AGFA devem estar sempre atualizadas de forma a garantir que não existam bugs em seus sistemas operacionais que possam vir a desencadear defeitos e danos em suas peças e módulos.

As atualizações de software devem estar sempre em dia, pois uma vez que o Erro de Sistema se manifesta no equipamento, o seu sistema operacional não poderá mais ser acessado até que o defeito seja solucionado.

Atualmente o número de impressoras Drystar AGFA que apresentam o Error System Failure devido a falta de atualização de software cresceu exponencialmente. Isto ocorre devido a um bug no sistema que não aciona corretamente o sistema de arrefecimento do equipamento, levando ao seu superaquecimento e, consequentemente ao dano de peças.

Existem duas peças que podem ser danificadas devido a falta de atualização, sendo estas: a placa processadora (também conhecidas como Tyndall ou Themis – a depender do modelo da impressora) e a placa-mãe (também conhecida como Devius).

Defeito na placa-mãe

Este defeito pode ser facilmente e precisamente diagnosticado por um especialista que faça uso do sistema RS232. Nesse caso, para evitar fraudes, é sempre recomendado que o responsável pelo equipamento acompanhe o especialista durante o diagnóstico.

O sistema RS232 tem a capacidade de apontar, com precisão, o defeito, evitando a troca de peças desnecessárias. Caso seja constatado que a placa mãe se encontra com defeito, a solução será substituir ou encaminhar para reparo.

O defeito nesta peça em questão pode ser desencadeado devido ao superaquecimento do equipamento, conforme citado no item anterior.

No caso de substituição da peça por uma unidade nova, esta deverá ser adquirida diretamente com a AGFA, visto que não são raros os casos em que unidades usadas são reparadas e posteriormente vendidas como novas. A peça deverá ser recebida em embalagem de importação própria da fabricante, lacrada e com seus selos intocados.

Até a data desta postagem, apenas uma empresa possui profissional certificado pela fabricante AGFA e oferece reparos de módulos e placas, a BildTech, que fica na região de Barueri/SP. Possui sistema que permite atender todo o território nacional.

Defeito no HD

Pode ser facilmente e precisamente diagnosticado por um especialista que faça uso do sistema RS232. Nesse caso também para evitar fraudes, o responsável pelo equipamento deverá acompanhar o especialista durante o diagnóstico. O sistema RS232 pode apontar com precisão o defeito, evitando a troca de peças desnecessárias. Caso seja constado defeito, será necessário substituir o item em questão.

O defeito nesta peça pode ser desencadeado por anomalias elétricas, falta de atualização e devido ao seu uso.

No caso de substituição da peça por uma unidade nova, esta deverá ser adquirida diretamente com a AGFA, visto que não são raros os casos em que unidades usadas são reparadas e posteriormente vendidas como novas. A peça deverá ser recebida em embalagem de importação própria da fabricante, lacrada e com seus selos intocados.

Defeito na placa processadora

O defeito na placa processadora, também denominada pelo fabricante como  PLACA TYNDALL ou THEMIS (de acordo com o ano de sua fabricação) é, de longe, o sintoma mais comum do Error System Failure.

À alguns anos, a fabricante AGFA optou por alterar a matéria prima utilizada em suas placas processadoras ao buscar por componentes que agridam menos o meio-ambiente. Visto que se trata de um equipamento europeu, todos os seus componentes e módulos estão perfeitamente adaptados às condições climáticas mais estáveis da Europa, ou seja, em países tropicais como o  Brasil, este novo material tem se mostrado frágil em relação às variações de temperatura e umidade, o que tem desencadeado diversos casos de “Error System Failure” provocados, justamente, por temperaturas elevadas no interior das impressoras, variações bruscas de temperatura e maior umidade do ar, provocando assim defeito na placa processadora.

Existem também grandes variações de energia elétrica, desde picos de luz e queda de energia a até mesmo oscilações de tensão que são extremamente danosas aos equipamentos AGFA, bastando apenas uma queda de energia ou variação da tensão para que a placa tyndall / themis seja danificada.

De forma a evitar o dano à esta peça, são recomendadas medidas de prevenção como manter sempre o equipamento atualizado com a última versão de software disponibilizada pela fabricante, proteção elétrica através da utilização de um dispositivo no-break (obs: estabilizadores não são recomendados pois não são adequados para esta finalidade) e ações de prevenção com a correta utilização do no-break.

Para conhecer mais sobre este dispositivo no-break e aprender a utiliza-lo de forma correta, clique aqui.

O defeito na placa processadora também pode ser facilmente diagnosticado por um especialista que faça uso do sistema RS232. Caso seja constatado real defeito na placa (o que só pode ser confirmado em laboratório após testes de funcionamento), esta poderá ser substituída ou reparada, sendo a segunda opção a menos onerosa porém exigindo alguns cuidados.

Recomenda-se que este reparo seja realizado por empresa/profissional certificado pelo fabricante, evitando empresas ou assistências técnicas que não tenham relação com a marca Agfa, que não são certificadas e que consequentemente, não tenham acesso aos materiais originais. A realização destes reparos com empresas não certificadas podem gerar danos permanentes à placa.

No caso de substituição da peça por uma unidade nova, esta deverá ser adquirida diretamente com a AGFA, visto que não são raros os casos em que unidades usadas são reparadas e posteriormente vendidas como novas. A peça deverá ser recebida em embalagem de importação própria da fabricante, lacrada e com seus selos intocados.

Até a data desta postagem, apenas uma empresa possui profissional certificado que oferece reparos de módulos e placas: a BildTech, que fica na região de Barueri/SP.

Além dos defeitos acima citados, existem outros fatores externos que também podem levar ao surgimento do Erro de Sistema, como o tempo de vida útil dos módulos e placas, variações de temperatura e umidade relativa da sala.

Como proteger meu equipamento?


Aos usuários que ainda não se depararam com este erro ou que buscam evitar o retorno do mesmo, é imprescindível adotar algumas medidas básicas de cuidado do equipamento. Todas estas medidas de proteção são simples de serem adotadas, devendo ser repassadas à todos os usuários.


Versão do software

Não apenas para prevenir contra o defeito “Error System Failure”, as atualizações de software são obrigatórias para o bom desempenho do equipamento. Todas as atualizações disponibilizadas pelo fabricante oferecem diversas melhorias e correções. No caso do modelo Drystar 5302 e Axys, a versão 5.0.0C1 traz melhorias no desempenho do arrefecimento da placa processadora, minimizando consideravelmente as chances de manifestar o erro de sistema, entre outras diversas correções. Estas atualizações devem ser realizadas por empresas que possuam certificação Agfa, podendo ser feitas por acesso remoto de forma rápida e segura.

Um especialista certificado poderá facilmente auxiliar na verificação de qual versão de software se encontra instalada nas impressoras drystar AGFA.

Para mais informações sobre as atualizações de software, acesse o tópico “Atualizações de software” ou clique aqui.


Anomalias elétricas e/ou quedas de energia

As impressoras Agfa, assim como outros equipamentos eletrônicos do segmento, não toleram anomalias elétricas ou quedas repentinas de energia elétrica. Para proteção contra estes eventos o uso de um aparelho no-break é indispensável.

Ressaltamos porém que não basta simplesmente conectar este dispositivo à impressora para que a mesma esteja protegida; é imprescindível saber como utiliza-lo corretamente assim como os cuidados básicos para que aja o seu pleno funcionamento, de forma a evitar um falso senso de proteção.

Para mais informações sobre sua importância, como escolher o no-break adequado para cada modelo de equipamento e como utiliza-lo adequadamente, consulte nosso tópico no-break ou clique aqui.


Temperatura e umidade

Com relação a temperatura da sala, é aconselhável que esta não sofra variações acima de 3 graus Celsius – para isso, basta utilizar um termômetro/hidrômetro próximo ao equipamento e controlar a temperatura da sala periodicamente, fazendo uso de aparelhos de ar-condicionado (sem a função umidificar) ou similar.

Os Equipamentos Drystar são impressoras térmicas, isso significa que o equipamento precisa aquecer seu módulo de impressão a altas temperaturas, porém se a temperatura da sala for mantida muito baixa, o equipamento usará mais energia para aquecer à temperatura ideal, além de levar mais tempo para isso. Portanto a temperatura em que o equipamento tem se mostrado mais eficiente está entre 22C° à 27C°.

Com relação a umidade relativa, é recomendado que esta seja a menor possível, porém para que a saúde dos usuários não seja prejudicada com um ar muito seco, a umidade recomendada deverá estar entre 40% à 50%.

Para checar a umidade relativa da sala basta adquirir um hidrômetro. Existem no mercado termômetros que possuem a função hidrômetro. Para reduzir a temperatura, em muitos dos casos apenas utilizar o ar-condicionado já é suficiente, caso contrario é recomendado a utilização de um aparelho desumidificador.

Manutenção preventiva

Como o próprio nome sugere, esta manutenção tem o propósito de prevenção, estando neste caso relacionada a tratar os fatores de utilização que, se mantidos sem manutenção, geram defeitos e anomalias nos equipamentos. Quando não prevenidos, muitos destes problemas são irreversíveis, gerando a necessidade de substituição de peças e módulos.

A manutenção preventiva é realizada de forma a desmontar o equipamento por completo, permitindo assim a limpeza de seus módulos e peças para, em seguida, remontar novamente. A falta desta manutenção leva ao acúmulo excessivo de poeira no interior das impressoras, impedindo o seu pleno funcionamento e por vezes levando ao seu superaquecimento.

Esta manutenção tem duração média de 2 à 3hrs, a depender do estado de conservação.

Para conhecer mais a fundo sobre esta manutenção, clique aqui.

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